Categoria: <span>Psicoterapia</span>

A insensibilidade dos Terapeutas perante os Pacientes

“A insensibilidade do analista (maneira afectada de cumprimentar, exigência formal de “contar tudo”, a atenção dita flutuante que, afinal, não o é e certamente não é apropriada para as comunicações dos analisandos, impregnadas que estão de sentimentos e frequentemente trazidas com grande dificuldades) tem por efeito:

(1) o paciente sente-se ofendido pela falta ou pela insuficiência de interesse;

(2) como ele não quer pensar mal de nós, nem nos considerar desfavoravelmente, procura a causa dessa não-reacção nele mesmo, ou seja, na qualidade daquilo que nos comunicou;

(3) finalmente, duvida da realidade do conteúdo que antes estava tão próximo do sentimento.”

Entre os inúmeros exemplos sobre aspectos técnicos subjacentes à prática clínica, a escolha do primeiro parágrafo do Diário Clínico de Sándor Ferenczi (7 de Janeiro de 1932) prende-se com o facto de se tratar de um dos primeiros testemunhos sobre a “obrigatoriedade” de dar ao espaço terapêutico autenticidade.

Como refere Kupermann “A noção de sensibilidade, oriunda do campo da estética, é empregue por Ferenczi no seu sentido rigoroso como a capacidade de afectar e de ser afectado pelo outro, e não no sentido coloquial, que poderia remeter-nos às ideias de plácida benevolência ou de compreensão ilimitada e passiva etc., que foram apressadamente associadas a sua figura. A insensibilidade ou a hipocrisia é, assim, a principal figura do álibi passível de ser empregue pelos analistas para escapar das duras consequências do acto analítico.”

mudança psíquica

Mudança Psíquica no Processo Terapêutico

Mudança Psíquica

O que chamamos de carácter (Cordech, 2010) de uma pessoa, a sua maneira de ser, a forma como se comporta perante a vida e com os outros em geral depende deste estrato profundo da mente, cujo conjunto é o que consideramos o inconsciente de procedimento ou não reprimido.

E é este nível básico da vida mental que é modificado mediante a interacção e a experiência intersubjectiva que o paciente e terapeuta vivem durante o processo terapêutico, produzindo-se, como consequência disto, a mudança psíquica.

Isto não deveria causar-nos estranheza, pois é totalmente espectável que a mente que foi estruturada através da interacção do sujeito com o meio ambiente, apenas possa, através da interacção, ser modificada. (Loewld, 1960, 1979).

 

 

Realidad, Interracción y cambio psíquico
La prática de la psicoterapia relacional
Joan Coderch de Sans

jung

Psicoterapia: A teoria e o terapeuta

“Conheça todas as teorias. Domine todas as técnicas, mas ao tocar uma alma humana seja apenas outra alma humana.” Carl G. Jung

 

Por vezes contactam-me com o intuito de saber qual é a orientação que eu sigo em psicoterapia. É muito ingrato ter que responder a uma questão que está colocada ao contrário, e que se for respondida nos termos em que me é feita acabo por reforçar a ideia de que são as teorias que ajudam as pessoas.

 

De qualquer forma, tento clarificar a questão, sublinhando que mais importante do que procurar teorias é procurar psicoterapeutas. Esse é o factor essencial. As teorias devem ser deixadas para segundo plano.

 

“Considerar primário aquilo que é secundário é a raiz de todos os erros.” Meister Eckhart

 

P.S. – Num próximo post abordarei a questão: Porque andam as pessoas à procura de teorias ao invés de procurarem pessoas?

P.S. – É claro que as teorias não são todas iguais.

mudança psíquica

Mudança Psíquica em Psicoterapia

Segundo Mitchell, a mudança psíquica obtém-se quando o psicoterapeuta encontra uma forma de participar que o paciente experimenta como fresca e nova, distinta de tudo o que tinha escutado até então.

Uma forma em que o terapeuta viva, simultaneamente, as suas próprias experiências e as do paciente; uma forma na qual paciente e terapeuta encontram uma nova via de conexão emocional.

As ideias de Mitchell estão de acordo com as minhas convicções de que nada podemos compreender do outro desde fora, porque nesse caso só vamos perceber a partir dos nossos próprios pressupostos, teorias e valores.

Para entender o paciente, o terapeuta tem que implicar-se profunda e emocionalmente com ele, vivendo a partir de dentro e sentindo com ele.

 

Realidad, Interracción y Cambio Psíquico
La prática de la psicoterapia relacional II
Joan Coderch de Sans

relações Psicanálise e Psicoterapia Relacional – continuação Pedro Martins Psicoterapeuta Psicoterapia

Psicanálise e Psicoterapia Relacional – continuação

O termo Psicanálise Relacional foi introduzido em 1983 por Stephen Mitchell e Jay Greenberg no livro Relational Concepts in Pshychoanalysis. Ele desenvolveu-se a partir da convergência de diversas correntes importantes na teoria psicanalítica que se afastaram muito do modelo pulsão/estrutura, no qual as pulsões têm papel central na vida psicológica.

As teorias relacionais postulam que “as relações com os outros constituem os blocos fundamentais na construção da vida mental”.

O termo relacional, tão amplo, inclui interações entre o indivíduo e o mundo social, relações interpessoais internas e externas, autorregulação e regulação mútua, formando, assim, uma ponte entre os espaços interpessoal e intrapsíquico (Lewis Aron, 1996).

O modelo relacional vê as operações da mente como sendo diádicas e interativas na sua natureza; a experiência surge num campo interativo entre pessoas, e a situação analítica é compreendida na psicanálise relacional como sendo moldada pela participação contínua do analisando e do analista, bem como pela construção mútua do significado, da autenticidade e das novas experiências relacionais.

Os antigos padrões relacionais repetem-se, mas espera-se que cada dupla analista-paciente consiga descobrir modos singulares de ir além da situação de aprisionamento ao passado, e consigam construir e negociar novas formas de estarem um com o outro. Busca-se menos a verdade objectiva e mais o significado do que eles sejam capazes de construir.

O modelo relacional reforça a ambiguidade da realidade: cada indivíduo tem seu ponto de vista plausível; todo conhecimento tem como base uma perspectiva, mas há outras perspectivas e outros centros de subjectividade além do nosso (Aron, 1996).

O primeiro e mais importante desvio que levou a teoria psicanalítica a avançar do modelo freudiano de desenvolvimento, de psicopatologia e tratamento do paciente, que era um modelo de “uma pessoa”, para um modelo de “duas pessoas”, ou relacional, foi feito por Ferenczi.

Desde muito cedo, Ferenczi chamou a atenção para o analista como pessoa real, percebida pelo paciente em matizes subtis do seu comportamento e diante das quais o paciente reage. Deste modo, a transferência do paciente não surge exclusivamente de dentro dele; ela é influenciada pelos comportamentos e pelas intervenções do analista.

Segundo Fairbairn, a motivação fundamental dos seres humanos é procurar ligações com os outros. Cada indivíduo molda os seus relacionamentos conforme padrões de relação que trazem internalizados desde os seus mais precoces relacionamentos significativos. Os modelos de ligação com os primeiros objectos tornam-se as formas preferenciais e esperados de relacionamento com novas pessoas.

Os novos objetos amorosos são escolhidos pela sua similaridade aos objetos satisfatórios ou insatisfatórios do passado, e as interações com os novos parceiros desencadeiam os antigos comportamentos esperados. As novas experiências são processadas e interpretadas conforme as antigas expectativas.

Segundo ele, os pacientes não podem abandonar as ligações aditivas aos antigos objetos, a menos que acreditem e confiem que é possível desenvolver novos modos de relacionar-se que, de facto, eles podem ser ouvidos e vistos. Definiu o progresso analítico como sendo o resultado de uma capacidade modificada de se relacionar com os outros (Mitchell e Black, 1983).

O desvio conceptual da abordagem de “uma pessoa” para a abordagem de campo de “duas pessoas” tem, naturalmente, muitas consequências na situação analítica.

O método psicanalítico clássico baseia-se na premissa de que a psicanálise oferece ao paciente um tipo peculiar de experiência, por meio do estabelecimento de uma situação analítica cuidadosamente controlada: o divã, a frequência das sessões, quatro ou cinco vezes na semana, a regra fundamental da livre associação, o analista silencioso na maior parte do tempo e encoberto pelo anonimato são fatores técnicos que possibilitam ao paciente passar por uma experiência que activa antigas recordações e padrões da infância.

O elemento central desta visão é a premissa de que as experiências do paciente em análise se originam a partir do interior do paciente e se expandem no espaço analítico cuidadosamente planejado que a técnica clássica proporciona. Essa premissa torna o modelo clássico essencialmente numa perspectiva de “uma pessoa”. O encontro analítico funciona como uma máquina do tempo, na qual o paciente retorna ao seu passado por deslocamentos temporais da transferência. A pessoa do analista não é importante, já que o seu papel funcional é o de operador da máquina do tempo. Se for competente, o analista vai proporcionar uma função genérica que dá ao paciente a capacidade de experienciar, examinar e compreender mais plenamente seu passado.

A acção terapêutica dentro do modelo relacional depende do estabelecimento de um ambiente seguro no qual cada elemento da dupla contribui com percepções singulares que têm a sua própria experiência compartilhada. À medida que os padrões relacionais do início da vida do paciente vão sendo reencenados dentro do espaço analítico, os laços afectivos patológicos que o prendem a antigos objectos vão ser realçados e mantidos em rigoroso contraste com os relacionamentos novos, e espera-se, mais adaptativos e flexíveis, que paciente e analista lutam para negociar no presente.

Por meio do processo de contrastar, integrar e apreciar os matizes de perspectivas e subjectividades alternativas, diferentes das nossas, é que o paciente e analista constroem – em conjunto – uma visão compartilhada do mundo que existe, além das paredes do self, a partir de duas perspectivas diferentes.

Referências:

Sauberman, P. R. (2009). Psicanálise relacional contemporânea da pulsão para a relação. Rev. bras. psicanál v. 43 n.1 S. Paulo

auto-imagem Psicanálise e Psicoterapia Relacional – Uma introdução Pedro Martins Psicoterapeuta - Psicoterapia

Psicanálise e Psicoterapia Relacional – Uma introdução

A Psicanálise Relacional começa a tomar a sua forma actual durante os anos oitenta do século passado, especialmente nos EUA, quando um grupo de autores (Mitchell, Aron, Stolorow, Benjamin Bromberg) procura integrar a tradição relacional (Sullivan, Murray, Kohut) com a teoria britânica das relações de objecto (Balint, Fairbairn, Winnicott).

Trata-se de uma psicanálise anti-cartesiana porque propõe que o mundo seja entendido, principalmente, como uma constelação de relacionamentos que permitem a construção do ser humano individual. A mente não nasce com o indivíduo mas desenvolve-se na interacção humana com o meio ambiente. A criança não é apenas um produto do meio ambiente, mas interage com ele, com a sua espontaneidade e inclinações.

Para a teoria freudiana, o ser humano é motivado por impulsos sexuais e agressivos, inata e biologicamente determinados. Para a nova abordagem, no entanto, a principal motivação é a busca de relações com os outros.

As relações iniciais com os cuidadores primários moldam o nosso comportamento, a auto-imagem e a forma de satisfazer os nossos desejos e necessidades, assim, não podem ser separadas do contexto relacional.

Os padrões iniciais de relacionamento tendem a ser reproduzidos posteriormente na interacção relacional com os novos companheiros de relação.

Uma das características marcantes da psicanálise relacional está no peso dado à interpretação, ou seja, esta não é considerada o factor terapêutico fundamental.

A presença empática do terapeuta, o acompanhamento, o apoio (Winnicott – holding), são factores, no mínimo, tão importantes, como aquilo que em concreto se possa interpretar/dizer ao paciente.

Outro importante factor é redução da assimetria entre o terapeuta e o paciente, ou seja, o terapeuta não se situa numa cúpula de onde emite o seu oráculo, que o paciente deve ouvir com humildade e submissão. Aqui, o paciente nem sempre está errado quando mostra a sua discordância com algo que o terapeuta disse ou fez.

 

Traduzido e adaptado de “Defenicion del Psicoanálisis relacional”

– Psicoanálisis: principios del psicoanálisis relacional

 

Fazer Psicoterapia é um Sinal de Sanidade

“Optar pela psicoterapia não é um sinal de perturbação. É o primeiro sinal de sanidade …”

Há muitas coisas que nos fazem resistir de fazer terapia. Existe a ideia de que você tem que ser um pouco louco ou com um grande e estranho problema para fazer terapia.

Pode ser difícil ver que a terapia não é de facto para um grupo selecto e pequeno de pessoas com distúrbios.

É para todos, porque na verdade é completamente normal estar um pouco confuso, um pouco ansioso ou às vezes desafiado por relações, vida familiar e o rumo da carreira.

Então, na verdade, a única condição para fazer terapia é ser um ser humano normal.

A psicoterapia não é apenas uma oportunidade para as pessoas se sentirem genuinamente escutadas. É um espaço relacional que acolhe as angústias de que vão procurando fugir, ao mesmo tempo que as legenda e liga com os aspectos essenciais das suas vidas.

Psicoterapia, Terapeuta e Teoria. Pedro Martins Psicoterapauta - Psicoterapia

Psicoterapia, Psicoterapeuta e Teoria

O entendimento corrente do provérbio “Se deres um peixe a um homem faminto, vais alimentá-lo por um dia. Se o ensinares a pescar, vais alimentá-lo por toda a vida”(Lao Tsé), não é muito diferente daquele que muitos psicoterapeutas fazem. Alguns pacientes precisam que lhes seja dado o peixe, precisam ser alimentados, ali, naquele momento. Refugiando-se na teoria/técnica, o terapeuta foca-se no “ensinar a pescar” e deixa para segundo plano o que é prioritário, vital, cuidar do paciente, procurando saciar a sua fome.

Ao contrário dos bebés, a maioria dos pacientes não revelam que têm fome. Por vezes escondem. Ficam calados. Na melhor das hipóteses pedem que os ensinem a pescar. Outros, nem se apercebem que têm fome, ou, de tanta fome, perderam a vontade de comer. Para alguém que viveu a experiência de não ter recebido o alimento afectivo de que necessitava, pedir, está, praticamente, fora de questão. Se não (nos) oferecemos podemos estar a alimentar a fome.

Como uma mãe atenta, o psicoterapeuta deve colocar-se num posição materna e através do seu sentir tentar compreender o que o paciente precisa naquele momento. Quando o terapeuta não reconhece as necessidades do paciente, dá-se um desencontro. Mais um.

O movimento de aproximação ao Outro, ao encontro das suas necessidades afectivas, permite o estabelecimento de uma relação – nutritiva – profunda. Através do afecto nutriente saciam-se as “fomes” , tantas vezes sinónimo de tristeza, frustração, insegurança e ansiedade.

Retomado o crescimento (suspenso), é possível ver além do horizonte limitado por medos e dificuldades que se sobrepõem umas às outras. A esperança no Outro renova-se, e com ela, a possibilidade de criação de um novo sentido.

Diagnósticos como Destino. Pedro Martins Psicoterapeuta - Psicoterapia

Diagnósticos como Destino

Quando João me procurou já tinha perdido a conta ao número de psicólogos e psiquiatras (e diagnósticos) que tinha consultado.

Resolveu vir conversar comigo mais por pressão da família do que por sentir que eu o poderia ajudar.

Apresentava muitos sinais de cansaço.

Chega a uma altura em que é difícil continuar na busca de soluções; faltam as forças e desistir parece fazer mais sentido que continuar.

Como paciente “profissional” que era, apresentava no seu curriculum uma lista enorme de diagnósticos.

Alguns, diga-se de passagem, bem caricatos. Desse leque “incorporou” aqueles que de alguma forma eram mais congruentes e se adequavam à forma como se sentia.

Conhecia os sintomas e reconhecia-os em si. Conhecedor profundo do mundo “psi” (diagnósticos, sintomas e medicamentos), pouco ou nada sabia sobre si.

Fiquei a ouvi-lo atentamente enquanto desfiava a sua história pela enésima vez.

À medida que João ia falando senti que aquela não era bem a sua história, mas uma história que lhe tinha sido contada sobre ele próprio – em forma de diagnóstico.

Impossibilitado de ser aceite na sua plenitude foi cortando, aqui e acolá, partes de si – da sua história -, e acrescentando as que lhe eram apresentadas.

Como paciente “profissional” que era, apresentava no seu curriculum uma lista enorme de diagnósticos.

A partir desse momento ficou impedido de escrever a sua história, ficando a vida em “Pause”.

Sem o saber, João sabia que aquela não era a sua história, mas estava amarrado a ela e não podia desprender-se do que tinham traçado sobre ele – uma espécie de destino.

Sem possibilidade de romper seguia o guião que escreviam para ele.

Ainda assim, havia um resquício de esperança. A busca continuava.

Não tinha desistido, mas o tempo passava e as dúvidas eram cada vez mais: “talvez esta seja mesmo a minha história e nada mais. Talvez nem exista história, somente um tempo em contagem decrescente”.

Às vezes, papel e caneta, tempo e espaço, disponibilidade e amor, é quanto baste para reescrever a história. “Play”.

Catarse - Método Catártico. Pedro Martins Psicoterapeuta - Psicoterapia

Catarse – Método Catártico

Catarse – Método Catártico – Método de Psicoterapia em que o efeito terapêutico procurado é um “purgação” (catharsis), uma descarga adequada dos afectos patogénicos.

O tratamento permite ao indivíduo evocar e até reviver os acontecimentos traumáticos a que esses afectos estão ligados, e ab-reagi-los.

Historicamente, o “método catártico” pertence ao período (1880-1895) em que a terapêutica psicanalítica se define progressivamente a partir de tratamentos operados em estado hipnótico.

O termo catharsis é uma palavra grega que significa purificação, purgação.

Foi utilizado por Aristóteles para designar o efeito produzido no espectador pela tragédia:

“A tragédia é a imitação de uma acção virtuosa e realizada que, por meio do temor  e da piedade, suscita purificação de certas paixões.”

Breuer e depois Freud retomaram este termo, que exprime para eles o efeito esperado de uma ab-reacção adequada do traumatismo.

Sabe-se efectivamente que, segundo a teoria desenvolvida nos Estudos sobre a Histeria (1895), os afectos que não conseguiram encontrar o caminho para a descarga ficam “coarctados”, exercendo então efeitos patogénicos.

Resumindo mais tarde a teoria da catarse, escreve Freud:

“Supunha-se que o sintoma histérico tinha origem quando a energia de um processo psíquico não podia chegar à elaboração consciente e era dirigida para a enervação corporal (conversão) […].

A cura era obtida pela libertação do afecto desviado, e a sua descarga por vias normais (ab-reacção).

A catarse nem por isso deixa de ser uma das dimensões de toda a psicoterapia analítica. […]

Do mesmo modo, a perlaboração, a simbolização pela linguagem, estavam já pré-figuradas no valor catártico que Breuer e Freud reconheciam à expressão verbal:

“É na linguagem que o homem encontra um substituto para o acto, substituto graças ao qual o afecto pode ser ab-reagido quase da mesma maneira…”

Vocabulário da Psicanálise – J. Laplanche & J.B. Pontalis

Pensamento mágico. Pedro Martins Psicólogo clínico Psicoterapeuta

Pensamento Mágico

O termo pensamento mágico designa o pensamento que se apoia numa fantasia de omnipotência para criar uma realidade psíquica …

Identificação Projectiva. Pedro Martins - Psicólogo Clínico Psicoterapeuta

Identificação Projectiva

Em situações desconfortáveis com outra pessoa, por vezes é difícil saber de onde vem o desconforto, de nós ou do outro. …

Adoecer Mentalmente. Pedro Martins Psicólogo Clínico Psicoterapeuta

Adoecer Mentalmente

Adoecer Mentalmente: Durante bastante tempo podemos conseguir lidar suficientemente bem com as coisas. Conseguimos ir trabalhar …